Na capital paulista, o circuito de blocos da República vivenciou uma tarde tranquila de carnaval, com desfiles embalados por ritmos nordestinos como Axé e Forró. Os blocos Domingo Ela Não Vai e Explode Coração foram os destaques, garantindo boa mobilidade e acesso fácil aos foliões. A imagem em anexo ilustra Luma Gregório no Bloco Afro na Rua, na Avenida São Luiz, capturada por Paulo Pinto/Agência Brasil.
A Perspectiva dos Foliões
A estudante de jornalismo Luma Gregória, que acompanha o Carnaval desde a infância, descreveu o ambiente como "gostoso, para brincar com família e amigos. Alegre, tranquilo e com mais espaço". Após participar do Domingo Ela Não Vai, ela planejava seguir para o Explode Coração, celebrando o Axé, ritmo que considera a "cara do Carnaval". Luma também compartilhou seus planos para os próximos dias, incluindo marchinhas na segunda e outros blocos de rua na terça, enquanto evita megablocos devido a uma experiência negativa de grande aglomeração na Consolação durante o pré-carnaval.
O circuito na Avenida São Luiz, próximo à Consolação, contou com a energia do Bloco Afro Tô na Rua. Seu trio elétrico, composto por duas baterias, atabaque, guitarra, baixo e teclado, animava a multidão com Axé nas vozes de Lia, Paula e Marcos, mesmo sob o sol das 14h. Conforme o ritmo diminuía, os foliões circulavam e começavam a dispersão, aproveitando a abertura de bares e restaurantes que normalmente estariam fechados aos domingos.
Tradição e Novas Tendências na Folia Paulistana
Próximo à Biblioteca Mário de Andrade, as irmãs Estela e Josy Madeira compartilharam suas impressões. Estela, bibliotecária e ex-funcionária da Mário de Andrade, que já estava em seu terceiro bloco do fim de semana, notou uma diminuição no público dos blocos tradicionais do Centro, atribuindo-a, em parte, à ascensão dos megablocos, embora reconheça que o Carnaval atual é significativamente maior do que nos tempos da Tiradentes. Outra imagem em anexo retrata as irmãs Josy e Estela Madeira recuperando o fôlego, também registrada por Paulo Pinto/Agência Brasil.
As irmãs, que acompanham a festa há mais de uma década, desde antes da popularização dos blocos de rua, celebraram a diversidade do Carnaval. Mencionaram ter visitado o Bollywood e o Perdi Tudo na Augusta no dia anterior e planejavam ir ao Bixiga na segunda-feira, lamentando ter perdido o Bloco Esfarrapado, que desfila desde 1947 com os sambas da Vai-Vai.
No meio da tarde, por volta das 15h, a República ainda recebia o animado público do Bloco SP Forró, que iniciava seu desfile. Em anexo, outra imagem mostra o desfile do Bloco Afro na Rua, na Avenida São Luiz, por Paulo Pinto/Agência Brasil.
Vestidos como Lampião e Maria Bonita, Juarez Martins dos Anjos e Ana Freire puxavam o Bloco SP Forró, organizado pelo amigo e produtor cultural Zé da Lua. O casal, que se apresenta o ano todo com a indumentária no Trio da Lua, expressa grande apreço pela folia. Ana, paraibana radicada em São Paulo, também ensina música, enquanto Juarez, baiano residente na zona leste desde 1973, é arte-educador e escultor. O bloco, com seis anos de existência no Carnaval, seguia animado pela tarde.










Deixe o Seu Comentário