Caso Cão Orelha: Polícia Civil Pede Apreensão de Passaporte de Adolescente Envolvido

<b>Legenda da Imagem de Destaque:</b> Representação visual do impacto do caso Cão Orelha na comunidade de Florianópolis, simbolizando a busca por justiça e mobilização social.

A Polícia Civil de Santa Catarina solicitou à justiça a apreensão do passaporte do adolescente acusado pela morte do cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. O objetivo é impedir que o investigado deixe o país, e a Polícia Federal já foi comunicada oficialmente sobre o pedido. Em nota, a Polícia Civil informou que o Ministério Público (MP) do estado manifestou-se favorável à solicitação.

Divergências na Condução da Investigação

A investigação em torno do caso Cão Orelha tem enfrentado divergências entre a Polícia Civil e o Ministério Público. O MP comunicou que requisitará diligências complementares à Polícia Civil, buscando maior clareza e precisão na reconstrução dos acontecimentos. Tanto a 10ª Promotoria de Justiça da capital, responsável pela área da Infância e Juventude, quanto a 2ª Promotoria de Justiça, da área criminal, concluíram pela necessidade de mais esclarecimentos. O Ministério Público identificou lacunas na apuração da possível participação de adolescentes em atos infracionais análogos a maus-tratos contra animais, enquanto a Polícia Civil mantém que há base legal para o pedido de internação do adolescente investigado.

Apuração de Coação e Ameaças

Adicionalmente, a Polícia Civil segue apurando a possível prática de coação no curso do processo e ameaças envolvendo familiares dos adolescentes investigados e um porteiro de um condomínio na Praia Brava. O MP também concluiu pela necessidade de ampliar e detalhar a apuração desses fatos, requisitando diligências complementares à Polícia Civil para confirmar a inexistência de relação dos supostos crimes com a agressão aos animais.

Em 3 de dezembro, a Polícia Civil de Santa Catarina já havia encerrado as investigações primárias sobre as agressões que levaram o cão Orelha à morte, solicitando a internação de um dos quatro adolescentes envolvidos no crime. Para comprovar a participação do autor, cuja identidade não foi revelada por ser menor de idade, as autoridades recorreram a tecnologia importada e análises forenses.

Uso de Tecnologia e Análise de Evidências

As investigações contaram com a análise de mais de mil horas de filmagens, captadas por 14 câmeras de segurança, e a oitiva de 24 testemunhas. Apesar de não existirem gravações diretas do momento do ataque ao animal, as imagens foram cruciais para que os investigadores pudessem verificar as roupas utilizadas pelo rapaz acusado no dia do crime e comprovar sua saída do condomínio durante a madrugada.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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