O Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu, nesta terça-feira (4), uma sindicância interna para apurar a acusação de importunação sexual atribuída ao ministro Marco Aurélio Buzzi. A decisão foi tomada após denúncia de uma jovem de 18 anos, embora o ministro negue as alegações. A imagem destacada, proveniente do arquivo de Sérgio Amaral/STJ, retrata o Ministro Marco Buzzi.
Condução da Investigação Interna
A abertura da sindicância foi aprovada por unanimidade pelo plenário do STJ. Para conduzir a análise das alegações, foram designados os ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antonio Carlos Ferreira, que compõem a comissão investigativa responsável pelo caso.
Contexto da Denúncia
A jovem, que é filha de amigos próximos do ministro, relatou que o incidente ocorreu no mês passado, durante férias em Balneário Camboriú, litoral de Santa Catarina. Ela acusa o ministro de tentar agarrá-la durante um banho de mar, e já formalizou a denúncia por meio de um boletim de ocorrência.
Desdobramentos Legais e Posicionamentos
Além da apuração no STJ, o caso também está sendo tramitado em outras instâncias. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) avalia as possíveis implicações administrativas, enquanto a esfera criminal é supervisionada pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), em razão do foro privilegiado de Buzzi. Em resposta às acusações, o ministro Marco Buzzi divulgou uma nota à imprensa, expressando surpresa e refutando veementemente qualquer insinuação de conduta imprópria. Por outro lado, o advogado da jovem e de sua família, Daniel Bialski, salientou a importância de proteger a vítima e sua família, reforçando a expectativa por rigor nas investigações e um desfecho justo perante os órgãos competentes.










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