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Cai Índice de mortes violentas na Bahia; redução já chega a 12,6% em 2018

A
Bahia vem registrando progressiva diminuição dos índices de mortes violentas.
Nos cinco primeiros meses deste ano, o índice recuou 12,6%, no estado, em
relação ao mesmo período de 2017, o que demonstra o resultado do trabalho
integrado das polícias Militar, Civil e Técnica. Os dados são da Secretaria de
Segurança Pública do Estado.
Com
os investimentos feitos na contratação de novos policiais, entregas de novas
estruturas, uma delas o Centro de Operações e Inteligência, no ano de 2017,
comparando com 2016, a Bahia alcançou a redução de 5,2% nas mortes violentas.
De 2015 para 2016, em Salvador, os crimes contra a vida caíram 3,1% e, no
estado, houve um aumento de 12,4%.
O
secretário Maurício Barbosa lamenta que, por mais um ano, a divulgação de um
ranking de mortes violentas no Brasil, sem levar em consideração que os estados
nordestinos figuram sempre como mais violentos, pois contam as ocorrências
usando uma metodologia mais fiel à realidade.
O
secretário esclarece ainda que a pesquisa, quando fala em mortes violentas,
coloca no mesmo patamar o assassinato praticado por um criminoso e os casos em
que policiais, quando atacados, reagem proporcionalmente em legítima defesa
dele e da sociedade.
Na
avaliação da SSP, as mortes por arma de fogo, no Brasil, são reflexo da falta
de uma política nacional de segurança, com ausência de combate à entrada de
armas através das fronteiras. Em 2018 a polícia baiana, nos quatro primeiros
meses, chegou a uma média de 22 armas apreendidas por dia.
Com
relação à morte de jovens, a SSP defende a maior participação dos municípios,
na proposição de ações sociais como o Mais Futuro e o Partiu Estágio, que
oferecem novas perspectivas. Sem as criações de oportunidades de emprego como
estas, o tráfico acaba cooptando os adolescentes. Os jovens que mais morrem são
também os que mais matam.
No
que diz respeito à morte de negros, a SSP está analisando os dados do período
divulgado, tomando como base a faixa de população negra do estado, de 76%, a
maior do país.