Milhares de foliões reuniram-se no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro, para o carnaval do bloco Divinas Tretas. Derivado do Toco-Xona, o primeiro bloco LGBTQIA+ da cidade fundado em 2007 e renomeado em 2022, o coletivo oferece um espaço de celebração da diversidade em um dos dias mais ensolarados e quentes do carnaval carioca.
A Trilha Sonora da Diversidade
A programação musical do Divinas Tretas é um mosaico de ritmos brasileiros, como samba, axé e piseiro, com influências de rock e pop, tocada ao vivo e nos intervalos. A cantora Karol Gomes e a produtora executiva Thaissa Zin explicam que a seleção busca levantar a galera com músicas de divas nacionais e internacionais, permitindo que todos se sintam representados e à vontade para expressar sua identidade.
<b>Imagem:</b> Foliões do bloco Divinas Tretas, que atrai público LGBTQIAPN+, se beijam durante a apresentação no Aterro do Flamengo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.
Um Carnaval de Acolhimento e Segurança
O Divinas Tretas é reconhecido por seu ambiente de acolhimento e ausência de julgamentos. A DJ Laís Conti curadoria um set democrático e vibrante, enquanto foliãs como Letícia de Almeida Lopes e Thaísa Galvão testemunham a sensação de liberdade e segurança. Elas destacam que o bloco é um lugar onde podem ser autênticas, vestir o que desejam e dançar livremente.
A analista de operações Jennifer de Oliveira complementa que a ausência de assédio é um fator libertador, consolidando o Divinas Tretas como um espaço para descontrair e celebrar em um clima de respeito mútuo e amizade.
Divinas Tretas Pela Memória e Justiça
Além da festa, o bloco Divinas Tretas utilizou sua plataforma para pautar a memória e a justiça, conscientizando sobre o julgamento dos envolvidos no assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Torres. Foram distribuídos leques com a agenda do julgamento, que ocorrerá no Supremo Tribunal Federal (STF) dias após o carnaval, reiterando o engajamento social do coletivo.
Entre os réus presos preventivamente por suposta participação nos crimes de março de 2018 estão o conselheiro do TCE-RJ Domingos Brazão, seu irmão ex-deputado federal Chiquinho Brazão, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio Rivaldo Barbosa, o major da PM Ronald Alves de Paula e o ex-policial militar Robson Calixto.










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